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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Histórias em Quadrinhos

 
                                      Fonte: http://www.monica.com.br/comics/tabloide/tab002.htm

Atividades dos alunos produzidas com o auxílio da máquinha de quadrinhos turma da mônica.

Mônica e seus ex colegas
Aluno: Fernando de Souza


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Mônica x Cebolinha
Alunos: Caian e Iuri

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ler e escrever...

Produção de histórias a partir dos contos de Charles Perrault.











CHARLES PERRAULT

Contos Famosos:

- Pele de Asno

- O Pequeno Polegar
- O Barba Azul
- A Bela Adormecida
- As Fadas
- O Gato de Botas
- Chapeuzinho Vermelho
- Cinderela


O gato de botas
Charles Perrault
 
Morreu um moleiro que tinha três filhos, e não deixou mais bens que seu moinho, um burrinho e um gato.
As repartições foram feitas com grande facilidade, e nem o escrivão, nem o procurador tinham encontrado tão pobre patrimônio, tiveram que entender nelas.

O mais velho dos três irmãos ficou com o moinho.

O do meio ficou dono do burrinho.

E o pequeno não teve outra herança além do gato.

O pobre rapaz ficou desconsolado ao se ver com patrimônio tão mixuruca.

-Meus irmãos- dizia – poderemos ganhar a vida honradamente trabalhando juntos, pois depois de ter comido meu gato e o pouco que me derem pela sua pele, não terei mais remédio senão morrer de fome.

O gato, que escutava essas palavras, subiu-lhe num salto sobre as pernas de seu amo e, acariciando-lhe, disse:

-Não te desconsoles, meu amo; compra-me um par de botas e um saco com cordões e verás como não é tão má a parte da herança que te tocou.

O rapaz tinha tal confiança na astúcia do gato e já o tinha visto usar de tanta malandragem na caça de pássaros e de ratos, que não se desesperou ao ser por ele socorrido em sua miséria. Reuniu, pois, algum dinheiro, e comprou os objetos que o gato pedira.

O gato vestiu imediatamente as botas, jogou o saco nos ombros, atando o cordão com suas patinhas da frente e se foi a um salto num lugar onde havia muitos coelhos.

Colocou o saco de certo jeito, ao pé de uma árvore, pôs no fundo algumas ervas de tomilho e, fazendo-se de morto, esperou que algum distraído, pouco esperto sobre os perigos do mundo, entrasse no saco para regalar-se com o que lá dentro havia.

Poucos momentos fazia que estava esperando quando um coelhinho entrou correndo no saco. O gato tirou os cordões, prendendo o coelho lá dentro e dando-lhe a morte com a maior destreza.

Orgulhoso de sua façanha, dirigiu-se ao palácio do rei daquela terra, e pediu para falar com Sua Majestade.

Conduziram-no à câmara real, e depois de fazer uma grande reverência ao monarca, presenteou-o com o coelho, dizendo:

-Senhor, meu amo e senhor marques de Carabas terá prazer em que se digneis a provar sua caça, e envia este coelho que caçou esta manhã em seus campos.

-Diz a teu amo – respondeu o rei – que aceito com muito gosto e que lhe agradeço.

O gato saiu do palácio saltando de alegria, e foi dizer a seu amo o que havia feito.

Alguns dias depois voltou ao bosque, armado com as botas e o saco, e não tardou em apoderar-se de um par de perdizes.

Imediatamente foi apresentá-las ao rei, como havia feito com o coelho, e o monarca recebeu com tanto gosto as duas perdizes que mandou seu tesoureiro dar ao gato algum dinheiro para beber.

O gato continuou por dois ou três meses a levar, de tempos em tempos, ao rei, uma parte de sua caça. Um dia, soube que o rei devia ir passear pela beira do rio com sua filha, a princesa mais bela do mundo, e então disse a seu amo:

-Se queres seguir meus conselhos, farás tua fortuna: vá banhar-se no rio, no local que vou te indicar, e faz o que eu mandar.

O filho do moleiro fez o que o gato aconselhava, ainda que não compreendesse onde aquilo tudo ia dar.

Quando estava se banhando, chegou o rei à margem do rio, e então o gato de pôs a gritar com todas suas forças:

-Socorro! Socorro! O senhor marquês de Carabas está se afogando!

A este grito,  o rei colocou a cabeça pela portinhola e, reconhecendo o gato que tantas vezes lhe tinha levado caça, mandou imediatamente seus guardar irem em socorro do marquês de Carabas.

Ao retirarem o pobre marquês do rio, o gato, aproximando-se da carruagem, disse ao rei que, enquanto seu amo se banhava, ladrões tinham roubado suas roupas e, mesmo tendo ido em seu auxílio com todas as suas forças. O rei mandou imediatamente os oficiais de seu guarda-roupa que fossem buscar um de seus mais belos trajes para o marquês de Carabas

Depois de vestido, apresentou-se ao rei, que o recebeu com muito agrado, e como as roupas bonitas que acabaram de dar-lhe aumentavam muito sua beleza natural, a filha do monarca  o achou muito a seu gosto, e lhe dirigiu uma olhada tão terna e carinhosa que deu algo a que pensar aos cortesãos.

O rei convidou o marquês a subir em sua carruagem e acompanhá-lo em seu passeio, e o gato, cheio de júbilo, ao ver que dava certo seu plano, foi à frente.

Não tardou a encontrar uns lavradores que cortavam a erva de um prado e lhes disse:

-Boa gente, se não disserem ao rei que o prado que estão ceifando pertence ao senhor marquês de Carabas, sereis feitos em pedaços tão pequenos quanto pedras de rio.

O rei não deixou de perguntar aos lavradores quem era o dono daqueles prados, e temerosos pela ameaça do gato, os lavradores disseram, a uma voz:

- É o marquês de Carabas.

- Tens terras magníficas – disse o rei ao filho do moleiro.

Sim senhor – respondeu ele; -este prado me dá todos os anos produtos muito abundantes.

O gato, que ia sempre diante, encontrou logo uns cavadores e lhes disse:

-Boa gente, quando o rei perguntar, digam que essas terras são do marquês de Carabas, ou serão feitos em pedaços tão pequenos quanto pedras do rio.

O rei, que passou um momento depois, quis saber a quem pertenciam aquelas terras, e perguntou aos cavadores.

-Nosso amo – responderam – é o senhor marquês de Carabas.

E o rei felicitou de novo o filho do moleiro.

O gato, que ia sempre à frente da carruagem, dizia o mesmo a todas as gentes que encontrava pelo caminho, e o rei se admirou das grandes riquezas do marquês de Carabas.

O gato chegou, por fim, a um belo castelo, cujo dono era um ogro, o mais rico da comarca, pois lhe pertenciam todos os prados e bosques por onde o rei havia passado.

Depois de se informar das qualidades deste ogro, chegou o gato à sua residência, pediu para falar-lhe, dizendo que não queria passar pelos seus domínios sem apresentar-lhe seus respeitos.

O ogro recebeu-o com grande amabilidade e o fez repousar.

-Asseguraram-me – disse o gato – que tens o dom de poder transformar-se no animal que quiseres que podes, por exemplo, transformar-te em elefante, em leão...

-Sim, por certo – respondeu o ogro, - e para provar, vais me ver convertido em leão.

A transformação se verificou instantaneamente, e o gato se espantou tanto ao ver um leão diante que si, que saltou sobre a lareira, não sem alguma dificuldade, por causa das botas.

Algum tempo depois, vendo que o ogro tinha recobrado sua forma primitiva, o gato desceu e lhe disse:

-Contaram-me, também, mas não pude acreditar, que tens também a faculdade de transformar-te em animais pequenos; por exemplo, que podes te transformar num rato. Isso me parece impossível!

-Impossível!-exclamou o ogro; - vais te convencer já!

E ao mesmo tempo se transformou num ratinho muito pequeno, que se pôs a correr pela sala.

O  gato não esperou mais e, lançando-se agilmente sobre ele, gravou-lhe as unhas e dentes e o degolou.

Nesse meio tempo o rei, ao passar pelo magnífico castelo do ogro, quis entrar nele para descansar.

O gato, que ouviu o ruído da carruagem sobre a ponte levadiça, saiu correndo e disse ao rei:

- Bem-vindo seja  S. M. ao castelo de meu nobre amo, o marquês de Carabas!

- Como, senhor marquês – disse o rei ao filho do moleiro – é seu castelo! Não há outro tão belo em meus estados!

O marquês deu o braço à jovem princesa e, seguindo o rei que marchava primeiro, entraram numa grande sala, onde encontraram uma deliciosa refeição que o ogro havia preparado para seus amigos, que naquela noite deviam ir ao castelo, mas não se atreveram entrar quando souberam que o rei estava ali.

O rei, encantado com as boas qualidades do marquês, e vendo que a sua filha não lhe tinha sido indiferente, disse, depois de haver bebido quatro ou cinco copos de um excelente vinho:

-Teria muito prazer, meu amigo, se quisesses ser meu genro.

O filho do moleiro, fazendo grandes reverências, aceitou a honrosa proposta do rei e, poucos dias depois, deu a mão de esposo à jovem e bela princesa.

O gato foi todo um grande senhor, e já não corria mais atrás dos ratos senão por diversão.

Nunca se separou de seu amo que, algumas vezes lhe dizia, com tom grato:

-Já vi como a esperteza e o trabalho valem mais que todas as heranças.

Aquele gato era um grande filósofo.
FIM
 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Viajando nas leituras...










Confecção de cartazes.
























LIVRO, OBJETO DE DESEJO

!Oh! Bendito o que semeia 
Livros... livros à mão-cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germen - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar".

                             Castro Alves

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Projeto Biblioteca Virtual

Estou focando o projeto na potencialidade de uma biblioteca virtual, na forma de instigar a leitura junto aos alunos do 4º ano das séries iniciais. Com o objetivo de propiciar aos mesmos momentos para o hábito da leitura através de uma biblioteca virtual. A cada momento realizado registra-se no blog as atividades e leituras feitas.

 Mapa conceitual do projeto:

Dona Baratinha

vassoura varrendo
Era uma vez uma baratinha que varria o salão quando, de repente, encontrou uma moedinha:
baratinha contentemoedinha- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar!
Este era o maior sonho da Dona Baratinha, que queria muito fazer tudo como tinha visto no cinema:
noivos se beijando com Cupido
Então, colocou uma fita no cabelo, guardou o dinheiro na caixinha, e foi para a janela cantar:
baratinha cantandonotas musicais- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?notas musicais
Um ratinho muito interesseiro estava passando por ali, e ficou imaginando o grande tesouro pote de ouroque a baratinha devia ter encontrado para cantar assim tão feliz.
Tentou muito chamar sua atenção e dizer: "Eu quero! Eu quero!" Mas ele era muito pequeno e tinha a voz muito fraquinha e, enquanto cantava, Dona Baratinha nem ouviu.
Então chegou o cachorro grande, com seu latido forte, foi logo dizendo: - Eu quero! Au! Au!
Mas, Dona Baratinha se assustou muito com o barulhão dele, e disse:
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E o cachorrão foi embora.
O ratinho pensou: agora é minha vez! Mas...
elefante
- Eu quero, disse o elefante.
Dona Baratinha, com medo que aquele animal fizesse muito barulho, pediu que ele mostrasse como fazia. E ele mostrou:
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E o elefante foi embora.
O ratinho pensou novamente: "Agora é a minha vez!", mas...
Outro animal já ia dizendo bem alto: "Eu quero! Eu quero!"
E Dona Baratinha perguntou:
- Como é o seu barulho?
puma- GRRR!
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E vieram então vários outros animais: o rinoceronte, o leão, o papagaio, a onça, o tigre ... A todos Dona Baratinha disse não: ela tinha muito medo de barulho forte.
E continuou a cantar na janela:
baratinha cantandonotas musicais- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?notas musicais
Também veio o urso, o cavalo, o galo, o touro, o bode, o lobo, ... nem sei quantos mais.
A todos Dona Baratinha disse não.
Já estava quase desistindo de encontar aquele com quem iria se casar.
Foi então que percebeu alguém pulando, exausto de tanto gritar: "Eu quero! Eu quero!"
ratinho se esgoelando
- Ah! Achei alguém de quem eu não tenho medo! E é tão bonitinho! - disse a Dona Baratinha. Enfim, podemos nos casar!
Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas roupas, enfeites e, principalmente, comidas.
Essa era a parte que o Ratinho mais esperava: a comida.
O cheiro maravilhoso do feijão que cozinhava na panela deixava o Ratinho quase louco de fome. Ele esperava, esperava, e nada de chegar a hora de comer.
ratinho verde de fome
Já estava ficando verde de fome!
cozinheiro destampando panela grande
Quando o cozinheiro saiu um pouquinho de dentro da cozinha, o Ratinho não aguentou:
- Vou dar só uma provadinha na beirada da panela, pegar só um pedacinho de carne do feijão, e ninguém vai notar nada...
Que bobo! A panela de feijão quente era muito perigosa, e o Ratinho guloso não devia ter subido lá: caiu dentro da panela de feijão, e nunca mais voltou.
Dona Baratinha ficou muito triste que seu casamento tenha acabado assim.
No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas...
Desta vez iria prestar mais atenção em tudo o que era importante para ela, além do barulhão, é claro!
baratinha cantandonotas musicais- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?notas musicais


FIM

Fonte: http://feijo.com/~flavia//baratinha.html